domingo, 29 de janeiro de 2012

Amizade Verdadeira.




Uma amizade verdadeira é muito importante na vida de um ser humano. Amizades são muitas vezes mais significativas que um grau de parentesco.
Hoje trago uma mensagem para refletirmos a importância de um verdadeiro amigo.

Reflitam!!
Numa aldeia vietnamita, um orfanato dirigido por um grupo de missionários foi atingido por um bombardeio. Os missionários e duas crianças tiveram morte imediata e as restantes ficaram gravemente feridas. Entre elas, uma menina de oito anos, considerada em pior estado. Era necessário chamar ajuda por uma rádio e ao fim de algum tempo, um médico e uma enfermeira da Marinha dos EUA chegaram ao local.

Teriam que agir rapidamente, senão a menina morreria devido aos traumatismos e à perda de sangue. Era urgente fazer uma transfusão, mas como? Após alguns testes rápidos, puderam perceber que os dois não tinham o sangue preciso. Reuniram então as crianças e, entre gesticulações, arranhadas no idioma, tentavam explicar o que estava acontecendo e que precisariam de um voluntário para doar o sangue.

Depois de um silêncio sepulcral, viu-se um braço magrinho levantar-se timidamente. Era um menino chamado Heng. Verificado o mesmo tipo de sangue, ele foi preparado às pressas ao lado da menina agonizante e espetaram-lhe uma agulha na veia. Ele se mantinha quietinho e com o olhar fixo no teto. Passado algum momento, ele deixou escapar um soluço e tapou o rosto com a mão que estava livre. O Médico lhe perguntou se estava doendo e ele negou. Mas não demorou muito a soluçar de novo, contendo as lágrimas. O médico ficou preocupado e voltou a lhe perguntar, e novamente ele negou. Os soluços ocasionais deram lugar a um choro silencioso, mas ininterrupto.

Era evidente que alguma coisa estava errada. Foi então que apareceu uma enfermeira vietnamita vinda de outra aldeia. O médico pediu então que ela procurasse saber o que estava acontecendo com Heng. Com a voz meiga e doce, a enfermeira foi conversando com ele e explicando algumas coisas, e o rostinho do menino foi se aliviando... Minutos depois ele estava novamente tranqüilo.

A enfermeira então explicou aos americanos: “Ele pensou que ia morrer; não tinha entendido direito o que vocês disseram e estava achando que ia ter que dar todo o seu sangue para a menina não morrer” . O médico se aproximou dele e com a ajuda da enfermeira perguntou:

-Mas, se era assim, por que então você se ofereceu a doar seu sangue?

E o menino respondeu simplesmente:

-Ela é minha amiga.

Todos sonhamos em encontrar um amigo assim.

“Concedei-nos, Senhor, a serenidade necessária para aceitar as coisas que não podemos modificar, coragem para modificar aquelas que podemos e sabedoria para distinguirmos umas das outras.”

É caros amigos!! Uma amizade verdadeira às vezes é difícil de encontrar, mas é essencial em nossas vidas. A mensagem é forte, mas nos faz refletir sobre uma verdadeira amizade. Um amigo de verdade é aquele que sabe rir junto nos momentos bons, mas também sabe ouvir os desabafos e ajudar nas horas mais difíceis. E você está sendo realmente um bom amigo?

Um forte abraço!! Shalom

Fonte:http://www.velhosabio.com.br/momentodereflexao/93/Amizade+verdadeira.html

terça-feira, 17 de janeiro de 2012

Desculpas de Amor não Correspondido.


  Atualmente, sou uma mulher casada. Por sinal não estou isenta que isso ocorra. Mas quem nunca já enfrentou um amor não correspondido?!! Ao estudar sobre o amor platônico, encontrei esse texto, o achei muito interessante.
 Acreditem!!! Tudo passa... O choro, a raiva, passa tudo. Shalom.

. Gostar não é o suficiente para manter um relacionamento, sabia?”
Tá bom, tá bom. Lógico que eu sei. Neste exato momento eu concordo plenamente. Acontece que, no auge do coração partido, o lado emocional do nosso cérebro está cagando para os discursos do lado racional e precisamos de um remédio mais rápido do que Compreensão - que geralmente só funciona em doses homeopáticas.  Homeopatia para Dor de Cotovelo? Tô fora!  O bom mesmo é analgésico na veia.
 Se tentarmos entender a complexidade do ser humano nestas horas, despencamos em um abismo de falsas esperanças e ficamos empacados naquelas armadilhas insanas do Amor Platônico. Ficamos parados pensando... “se eu, fazer isso”, “e se eu fizer aquilo”, “e se eu tivesse feito isso e aquilo”? E sabe do que adianta isto quando um não quer? Nada! Se um não quer, dois não ficam.
O raciocínio mais analgésico pra mim nestes momentos é o seguinte: Seja qual for o motivo de um NÃO, o resultado é sempre o mesmo. Não rola.  E se não rola, é porque o parceiro não gosta tanto assim.  Raciocínio fraco? Pode ser. Mas o analgésico é forte. Seguem algumas doses de desculpas esfarrapadas:

Nós somos muito diferentes. 
Esta eu já ouvi antes e depois de começar. Diferentes? Defina diferentes. Gostos? Jeito de ver a vida? Planos para o futuro?  Conheço casais que são dois opostos completos e estão juntos  ( felizes - importante citar). Justamente por serem diferentes, aprenderam um com o outro. O mundo cresceu no meio das diferenças. Desculpe, mas esta não cola. Quem gosta de verdade quer tentar. Não tem nada assim tão fácil nesta vida mesmo. Quer moleza? Namora com um pudim.

Não quero correr o risco de perder a nossa amizade.
Xi. foi mal, Porque, a partir do momento em que eu comecei a gostar de você a amizade foi pro saco. Já era. Quer me dar outra desculpa? Eu espero você inventar, sem problemas. Agora, se você preferir, pode me falar a verdade mesmo: “Eu não tenho atração por você.”  Vai doer, mas é um Santo remédio. Porque eu vou realmente desistir de você. Não vou ficar alimentando seu Ego junto com as minhas falsas esperanças. Pode ser? 

Você precisa de alguém mais legal do que eu - O problema sou eu, não você.
Tá bom, vai. É até bacana isto de jogar a culpa em você para que eu não me sinta tão mal. Mas aí eu posso cair naquela história sem fim de tentar ajudar você, de ser sua amiga até que você fique melhor e tal… Sabe como? A esperança é a última que morre. Então, eu peço, por favor: ACABE COM AS MINHAS ESPERANÇAS! Obrigada.

Eu não estou bem. Preciso ficar sozinho.
Tá bom. Tchau. (Esta não merece nem comentários, afinal de contas o cara quer ficar sozinho, certo? Então o negócio é fazer a vontade dele o mais rápido possível)
Nossos caminhos tomaram rumos diferentes.
Peraí, peraí… Você está mudando de país? De planeta? Você não gosta mais de mulher? Que caminho é este onde a gente nunca se encontra?  Não tem ônibus pra lá? Nem um banquinho de praça pra gente se encontrar na hora da merenda?  Meu Deus, pra onde você está indo? Pro inferno? Ah, tá. Tudo bem. Pode ir tranquilo que eu fico por aqui.  Aproveita que vai cruzar com o capeta e pergunta se existe alguma desculpa melhor para “não gosto mais de você”.
           

segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

 
Conta uma velha lenda dos índios Sioux que, uma vez, Touro Bravo, o mais valente e honrado de todos os jovens guerreiros, e Nuvem Azul, a filha do cacique, uma das mais formosas mulheres da tribo, chegaram de mãos dadas, até a tenda do velho feiticeiro da tribo..

- Nós nos amamos... E vamos nos casar, disse o jovem.
E nos amamos tanto que queremos um feitiço, um conselho, ou um talismã.... Alguma coisa que nos garanta que poderemos ficar sempre juntos... Que nos assegure que estaremos um ao lado do outro até encontrarmos a morte. Há algo que possamos fazer ?

E o velho emocionado ao vê-los tão jovens, tão apaixonados e tão ansiosos por uma palavra, disse :

- Tem uma coisa a ser feita, mas é uma tarefa muito difícil e sacrificada... Tu, Nuvem Azul, deves escalar o monte ao norte dessa aldeia, e apenas com uma rede e tuas mãos, deves caçar o falcão mais vigoroso do monte e trazê-lo aqui com vida, até o terceiro dia depois da lua cheia.

- E tu, Touro Bravo, continuou o feiticeiro, deves escalar a montanha do trono, e lá em cima, encontrarás a mais brava de todas as águias, e somente com as tuas mãos e uma rede, deverás apanhá-la trazendo-a para mim, viva !

Os jovens abraçaram-se com ternura, e logo partiram para cumprir a missão recomendada... No dia estabelecido, à frente da tenda do feiticeiro, os dois esperavam com as aves dentro de um saco.

O velho pediu que com cuidado as tirassem dos sacos e viu que eram verdadeiramente formosos exemplares...

- E agora o que faremos?
Perguntou o jovem! As matamos e depois bebemos a honra de seu sangue ?

- Ou cozinhamos e depois comemos o valor da sua carne?
Propôs a jovem.

- Não ! Disse o feiticeiro...
-Apanhem as aves e amarrem-nas entre si pelas patas com essas fitas de couro... Quando tiverem amarradas, soltem-nas, para que voem livres.

O guerreiro e a jovem fizeram o que lhes foi ordenado, e soltaram os pássaros... A águia e o falcão, tentaram voar mas apenas conseguiram saltar pelo terreno. Minutos depois, irritadas pela incapacidade do voo, as aves arremessavam-se entre si, bicando-se até se machucar.

E o velho disse:

- Jamais esqueçam o que estão vendo! Este é o meu conselho.
Vocês são como a águia e o falcão. Se estiverem amarrados um ao outro, ainda que por amor, não só viverão arrastando-se, como também, cedo ou tarde, começarão a machucar-se um ao outro...

Se quiserem que o amor entre vocês perdure...

"Voem Juntos...mas jamais amarrados"
 
                                                          Shalom!
 

sábado, 19 de novembro de 2011

Há um Cérebro Social Humano?



Há um cérebro social humano? Os seres humanos são animais excessivamente sociais, mas os substratos neurais do comportamento e da cognição sociais ainda não são completamente conhecidos. Os estudos realizados com seres humanos e outros primatas têm revelado diversas estruturas neurais que desempenham um papel chave na construção dos comportamentos sociais: a amígdala, os córtices frontais ventromediais, e o córtex somatossensorial direito, entre outras estruturas (Adolphs, 1999), que parecem mediar as representações perceptuais de estímulos socialmente relevantes. Estes estudos possibilitaram elaborar a Hipótese do Cérebro Social ou Hipótese da Inteligência Maquiavélica. A sua formulação evolucionária foi feita por Robin I.M. Dunbar (1998, 2003), que, com base em sólida evidência empírica, a apresentou como alternativa às estratégias ecológicas, capaz de explicar os cérebros grandes dos primatas pelas exigências e pressões selectivas impostas pelos sistemas sociais complexos característicos desta ordem. O cérebro dos primatas é essencialmente um cérebro executivo, principalmente o neocórtex responsável pelos aspectos fundamentais da cognição social, em particular pela teoria da mente. Jean-Pierre Changeux reconheceu que a mais-valia da divergência evolutiva que conduziu ao Homo sapiens foi precisamente "o alargamento das capacidades de adaptação do encéfalo ao meio ambiente, acompanhado de um evidente aumento das aptidões para criar objectos mentais e para os combinar entre si". Se tivesse usado o termo construção, em vez de adaptação, Changeux teria apreendido a noção evolutiva do cérebro social, precisamente aquele que sofreu e sofre na sua evolução filogenética e no seu desenvolvimento ontogenético as marcas originais e indeléveis dos laços sociais, da "comunicação entre os indivíduos" e da cultura, o produto mais complexo da mente humana. Não foi a mera adaptação a um meio ambiente dado que desencadeou o aumento do encéfalo, mas a própria complexidade das sociedades dos primatas que culmina com as sociedades humanas. Neste sentido, a evolução do cérebro revela o aparecimento de propriedades que melhoram a sua capacidade de actuação à custa da redução da sua auto-suficiência funcional: o cérebro humano torna-se dependente dos recursos culturais e sociais para o seu próprio funcionamento. Isto significa que estes recursos são constitutivos da própria actividade mental.
A percepção social dos primatas é fundamentalmente visual, embora sinais auditivos, somatossensoriais e olfactivos contribuam para identificar as crias, o género e indivíduos familiares. A percepção da face tem sido muito estudada e diversos estudos mostraram que as células do córtex temporal dos macacos respondem às faces (Tsao et al., 2003). Os estudos de fMRI em seres humanos revelaram o processamento cortical de um tipo específico de estímulos visuais e a área fusiforme foi envolvida no reconhecimento de faces (Gauthier et al., 2000; Kanwisher et al., 1997). Lesões nesta região cerebral produzem défices na recognição de faces e reduções significativas no volume da sua matéria cinzenta foram observadas em pacientes com esquizofrenia crónica que manifestavam dificuldade com a recognição de faces (Onitsuka et al., 2003). O circuito da informação social foi identificado por dois estudos de fMRI (Castelli et al., 2002; Martin & Weisberg, 2004) que, em vez focarem a sua atenção sobre objectos sociais, procuraram saber como o cérebro responde enquanto atribui interacção social a imagens abstractas: o circuito identificado compreende o segmento lateral do giro fusiforme, o sulco temporal superior, a amígdala e o córtex pré-frontal ventromedial, um circuito envolvido na percepção social de primatas não-humanos (Brothers, 1990) e na cognição social humana (Adolphs, 2001). A amígdala está implicada na recognição das emoções sociais (culpa, arrogância) e na percepção do medo (Adolphs et al., 2002; Amaral et al., 2003; Kesler et al., 2001). O córtex pré-frontal ventromedial está fortemente conectado com a amígdala (Steffanaci & Amaral, 2002) e foi associado ao prazer subjectivo (Kringelbach et al., 2003), ao julgamento social (Bechara et al., 1997) e ao processamento de vocalizações sociais nos primatas não-humanos (Romanski & Goldman-Rakic, 2002). Quanto à motivação social, foram realizados diversos estudos de fMRI: o estudo de Bartels & Zeki (2000) sobre amor e perda mostrou que o striatum, a ínsula medial e o córtex anterior do cíngulo estão implicadas na vinculação romântica, e o estudo de Eisenberger et al. (2003) revelou que o córtex anterior do cíngulo e o córtex pré-frontal ventral direito estão envolvidos na resposta à exclusão social, bem como à sensibilidade da dor física (Eisenberger et al., 2006).
A identificação do circuito social no cérebro humano é de grande importância para identificar a neuropatologia do autismo (Lord et al., 2000). Esta perturbação do neurodesenvolvimento é definida por défices no comportamento social recíproco e na linguagem, bem como pela presença de comportamentos estereotipados. As crianças com autismo apresentam ausência de motivação social, tal como é medida pelo contacto visual e pelo interesse em olhar para faces (Klin et al., 2002). Embora não ocorram graves anormalidades no cérebro autista, os estudos de fMRI mostraram que as pessoas com autismo não activam o giro fusiforme quando confrontadas com faces (Schultz et al., 2000). Isto pode indicar a ausência de atenção para faces ou o colapso crítico da habilidade para processar faces. Porém, os indivíduos com autismo são inteligentes na realização de diversas tarefas, excepto nas do domínio social. Estudos clínicos mostraram que as crianças que cresceram com privação social exibem comportamentos do tipo autista e défices permanentes na vinculação (O'Connor et al., 2003). A identificação dos genes que contribuem para as síndromes clínicas, tais como Fragil X Syndrome (Brown et al., 2001) e Rett Syndrome (Shahbazian & Zoghbi, 2002), mostraram que esses genes agem nas vias que medeiam a informação social. E, como revelam estudos recentes, o mesmo sucede com o autismo (Lim et al., 2004; Bielsky et al., 2005; Hammock & Young, 2005; Carter, 2007), a Asperger Syndrome (Ashwin et al., 2006), a Williams Syndrome (Tager-Flusberg et al., 1998) e a esquizofrenia

Fonte:tp://cyberself-neurofilosofia.blogspot.com/2009/07/cerebro-social.html#!/2009/07/cerebro-social.html

Neurociência do Comportamento.


 Você sabia que as nossas relações interferem na dinâmica cerebral? Confira um trecho do livro "Inteligência Social", de Daniel Goleman, que mostra como as pesquisas se iniciaram em torno do conceito de neurociência cerebral.
Ao pesquisar as origens do termo “neurociência social”, o uso mais antigo que encontrei remontava da década de 1990, pelos psicólogos John Cacioppo e Gary Bernstson, na época os únicos profetas dessa corajosa nova ciência. Recentemente, ao falar com Cacioppo, ele recordou: “Havia uma grande dose de ceticismo entre os neurocientistas sobre o estudo de qualquer coisa que estivesse fora do crânio. A neurociência do século 20 acreditava que o comportamento social era simplesmente complexo demais para ser estudado.”
“Hoje”, acrescenta Cacioppo, “podemos começar a entender como o cérebro administra o comportamento social e, por sua vez, como nosso mundo social influencia o cérebro e nossa biologia”. Atualmente diretor do Center for Cognitive and Social Neuroscience da Universidade de Chicago, Cacioppo testemunhou uma enorme mudança: o campo se tornou um tópico científico de grande interesse para o século 21.
Este novo campo já começou a resolver antigos quebra-cabeças científicos. Por exemplo, parte das pesquisas iniciais de Cacioppo revela ligações entre o envolvimento em um relacionamento problemático e elevações dos hormônios de estresse a níveis que danificam os genes responsáveis pelo controle das células que combatem os vírus. Uma peça que faltava nessa engrenagem dizia respeito aos caminhos neurais que poderiam transformar problemas de relacionamento em tais consequências biológicas – um dos focos da neurociência social.
Uma parceria emblemática para pesquisas nesse novo campo se dá entre psicólogos e neurocientistas para a utilização de equipamentos de ressonância magnética funcional (RMf) que, antes, eram normalmente utilizados para diagnósticos clínicos no contexto hospitalar. A ressonância magnética funcional utiliza poderosos ímãs para gerar um retrato impressionantemente detalhado do cérebro. A ressonância magnética funcional agrega enorme capacidade de computação, gerando o equivalente a um vídeo que mostra partes do cérebro se ativando durante alguns momentos, como, por exemplo, quando se ouve a voz de um velho amigo. A partir desses estudos, surgem respostas para as seguintes perguntas: O que acontece no cérebro de uma pessoa ao olhar o ser amado ou no cérebro de uma pessoa intolerante ou, ainda, de uma pessoa que tenta desenvolver uma estratégia para ganhar um jogo?
O cérebro social é a soma dos mecanismos neurais que orquestram nossas interações, bem como nossos pensamentos e sentimentos a respeito das pessoas e dos relacionamentos. A notícia mais reveladora aqui pode ser que o cérebro social representa o único sistema biológico de nosso organismo que nos sintoniza continuamente com o estado interno das pessoas com as quais convivemos e, por sua vez, se é influenciado por ele.
Todos os outros sistemas biológicos, dos gânglios linfáticos ao baço, regulam sua atividade como reação aos sinais que surgem de dentro do corpo, não de fora. Os caminhos adotados pelo cérebro social são únicos em sua sensibilidade ao mundo como um todo. Sempre que ocorre uma conexão face a face (ou voz a voz, ou pele com pele) com outra pessoa, nossos cérebros sociais se entrosam.
Nossas interações sociais chegam a moldar o cérebro por meio da “neuroplasticidade”, o que significa que experiências repetidas esculpem a forma, o tamanho e o número de neurônios e suas ligações sinápticas. Direcionando repetidamente o cérebroa em um determinado registro, nossos principais relacionamentos podem, aos poucos, moldar certos circuitos neurais. De fato, mágoas crônicas ou relacionamentos positivos com pessoas com as quais nos relacionamos diariamente ao longo dos anos podem moldar nosso cérebro. Essas novas descobertas revelam que nossos relacionamentos têm um impacto sutil, porém poderoso e duradouro, sobre nós. Tal notícia pode ser inoportuna para pessoas com relacionamentos negativos. Mas a descoberta também aponta para as possibilidades reparadoras de nossas conexões pessoais em algum momento da vida.
Portanto, as formas como estabelecemos nossas conexões com os outros têm um significado inimaginável. Isso nos leva a imaginar o que significaria, com base nesses novos insights, ser inteligente com relação ao mundo social.
Fonte: http://www.triada.com.br/

Neurobiologia explica; como os hormônios unem ou afastam os casais

Bioquímica do amor
RIO - Um elixir do amor. Um tônico da fidelidade. Um simples exame de sangue que indique o parceiro ideal. Com as recentes descobertas na área da bioquímica, genética e neurofisiologia, cientistas já começam a entender quais e como as áreas do cérebro envolvidas com apego e fidelidade funcionam, e o papel dos hormônios na aproximação entre casais e na manutenção de relacionamentos duradouros. Agora, dizem, é apenas uma questão de tempo para se chegar a uma fórmula.
A neurobiologia do amor e da paixão foi um dos principais temas do quinto Congresso Brasileiro de Cérebro, Comportamento e Emoções, que ocorreu em Gramado esta semana. Com os avanços dessas pesquisas, talvez, num futuro não muito distante, seja possível combinar exames de sangue e de imagem para saber se um casal tende a dar certo ou não.
Casar-se ou continuar um namoro indefinidamente, ainda hoje uma questão sem resposta para alguns homens e mulheres, pode estar perto de ser resolvida. Os neurocientistas já sabem quais áreas o cérebro ativa em determinadas situações, como, num momento de estresse ou medo ou em indivíduos que consomem drogas. Agora esses conhecimentos estão sendo aplicados para entender a configuração das relações humanas, principalmente no que diz respeito à empatia e aos julgamentos morais.
No amor, as análises em neurociências confirmam o que muitos escritores e poetas já sabiam: apaixonar-se é tão inconsciente quanto sentir fome, com as duas reações ativando estruturas similares no cérebro. São processos vitais arraigados, que acionam áreas profundas do cérebro, e responsáveis pela recompensa. Elas foram se desenvolvendo durante milhares de anos no homem.
- A neurociência mostra que a paixão é antesala do amor. Na paixão ocorre a desativação de áreas ligadas ao juízo crítico, o que é apropriado ou não, e à identificação de ameaça no ambiente. Isso faz com que a pessoa apaixonada veja menos defeitos na outra. Daí a máxima de que o amor é cego - diz o neurocientista André Palmini, da divisão de neurologia e professor da PUC-RS, que falou sobre o tema no Congresso.
Com o passar do tempo, essas áreas associadas à paixão vão se tornando menos intensas, como se a pessoa fosse saciada aos poucos. Outras partes do cérebro, como a relacionada à empatia, são acionadas. A estrutura primitiva do cérebro que traz a sensação de bem-estar continua atuando. Por isso as pessoas continuam interessadas uma na outra, diz Palmini.
Só a biologia e a genética, porém, não explicam porque alguns relacionamentos duram mais tempo que outros. Isso porque há influência do meio ambiente. Mas a neurociência já descobriu substâncias importantes no apego e na fidelidade, como os hormônios ocitocina e a vasopressina. O primeiro é fabricado pelo hipotálamo e guardado na hipófise posterior. Sua função básica é ativar as contrações uterinas durante o parto e a liberação do leite na amamentação. E ainda ajuda casais a ficarem juntos por muito tempo. Ele é associado ao que as pessoas sentem, por exemplo, ao abraçar a outra por quem sentem grande estima. É chamado de "hormônio do amor". Tanto que a sua concentração durante o orgasmo se eleva em 400%.
Já a vasopressina é liberada pela neurohipófise e aumenta a pressão sanguínea. Ela também é liberada no ato sexual, trazendo sensação de prazer, o que aumenta as chances de um casal se acertar.
Para Palmini, não se sabe, inclusive do ponto de vista ético, os limites da neurobiologia. Talvez os cientistas possam desenvolver tratamentos para aumentar ou reduzir a produção dos hormônios do amor. E o antigo exame de sangue pré-nupcial dos nossos avós possa incluir uma análise dessas substâncias para saber se a química do casal realmente funciona, se corresponde à expectativa de fidelidade. É a questão de pele, comprovada cientificamente.
- Será que podemos conseguir a monogamia estimulando mais a produção de oxicitocina, um marcador químico para o apego? Quais serão as implicações? Haverá um tratamento com drogas para deixar a pessoa mais apaixonada? Até que ponto pode-se tratar e mudar o comportamento humano? São questões que estamos começando a discutir - diz Palmini.

Fonte: professorarejanebiologia.blogspot.com

sábado, 10 de setembro de 2011

Falência do ensino público, sistema de cotas e consequências.

Esse despenho das redes estaduais e municipais de ensino público mostra que o estado nega um dos serviços mais essenciais à população. Estamos diante de um desastre que não deixa margem para interpretações dúbias, discursos ufanistas ou propaganda enganosa.
Mostram precisamente que o discurso do governo com relação à igualdade de oportunidades e mesmo preocupação com o desenvolvimento da nação é uma fraude. A verdade está no extremo oposto do discurso. Ou seja, o governo que se diz preocupado com as classes menos favorecidas está conduzindo uma política de ensino altamente discriminatória e irresponsável.
O fruto desse crime contra a nação não será percebido agora, pois essa massa de gente despreparada para vida, formará nossa força de trabalho nas próximas décadas. Quando esses brasileiros que tiveram um ensino de baixa qualidade chegarem a idade laboral, não terão condições de atender as necessidades do mercado de trabalho e serão excluídas. 
A maioria ficará subempregada, engressará no mercado informal ou engrossará  fileiras do exército do crime organizado que não é exigente quanto à formação e capacidade.
Mas esse é apenas o primeiro ato da tragédia regida por um governo medíocre cujo modelo é um presidente despreparado e orgulhoso da própria ignorância.
O fato é que o governo nunca teve uma política de ensino. O Ministério da Educação é apenas mais um ministério a ser loteado e não há qualquer compromisso com resultados. A conseqüência só poderia ser a falência de todo o sistema.
Diante dessa tragédia, o governo tratou de compor o segundo ato e num golpe de populismo inventou o sistema de cotas.
O governo tem obrigação constitucional de oferecer ensino a todos os brasileiros.
Da forma como tem feito é um serviço essencial negado, pois não atinge seus reais objetivos. O sistema público de ensino foi transformado numa máquina de matricular alunos e emitir diplomas para gerar estatísticas convenientes que alimentam campanhas publicitárias e mascaram índices de ensino e de desenvolvimento.
A igualdade de oportunidades que deveria ter início nos ensinos fundamental e médio, simplesmente não existe.
E não existe por duas razões. Estruturar um sistema de ensino de boa qualidade demanda competência e recursos.
O primeiro item anda escasso nesse governo que parece ser eficiente apenas para produção escândalos no atacado. Toda máquina pública foi loteada e mesmo nas áreas estratégicas como o ensino, não há gestores sérios comprometidos com resultados e com o futuro da nação.
Quanto a recursos, existem de sobra. São esbanjados em orgias com cartões corporativos, passagens aéreas para turismo da elite política, superfaturamento, campanhas publicitárias, corrupção, outras imoralidades e ilegalidades.
Além disso, a classe política se beneficia da ignorância e da miséria do povo que estão intimamente ligados com a facilidade de manipulação. A ignorância alimenta a miséria crônica que é passada de geração a geração e que por sua vez torna o povo dependente de programas assistências que nada mais são que compra de voto no atacado.
Apesar dos discursos, investir no ensino público tem sido uma prioridade secundária.
Diante dessa realidade o governo encontrou uma forma extremamente criativa de ainda lucrar politicamente com o desastre por ele criado.
Sob a bandeira da “igualdade de oportunidades” inventou e está implantando o absurdo sistema de cotas.
É imoral sob todos os aspectos e só tende a arruinar o país, além de ser discriminatório, injusto e uma aberração inconstitucional.
A Constituição do Brasil é clara nesse aspecto.
Art. 3º Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:
....
IV - promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.
....
Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes:
....
Art. 6o São direitos sociais a educação, a saúde, o trabalho, a moradia, o lazer, a segurança, a previdência social, a proteção à maternidade e à infância, a assistência aos desamparados, na forma desta Constituição.
...
O sistema de cotas é a prova da incompetência e da negligência do governo, pois atesta a falência do ensino. Mas o governo consegui torcer fatos e transformou essa aberração numa política para supostamente criar “igualdade de oportunidades”.
As conseqüências desse desastre vão muito além de histórias de gerações de indivíduos fracassados na vida.
Esses alunos, aos quais o ensino de boa qualidade foi negado, não têm condições de disputar vagas no mercado de trabalho e muito menos em instituições de ensino superior.
Diante dessa realidade o sistema de cotas é uma solução criativa para não perder eleitores sem ter que investir no sistema de ensino público.
Assim foi inventado um critério oportunista com base em argumentos insustentáveis e inconstitucionais para alimentar esperanças nesses indivíduos que o sistema tornou incapazes. Com isso os verdadeiros responsáveis pelo ensino negado lançam holofotes sobre outros horizontes e os injustiçados não percebem que estão sendo enganados por um sistema desonesto criado por um governo incompetente e de má fé.
Essa é uma forma medíocre e barata de conquistar votos que a priori estariam perdidos.
Mas o sistema de cotas tem conseqüências mais graves do que possa aparentar.
Essa política irresponsável gerará uma falência em cadeia do ensino superior e principalmente lançara indivíduos despreparados no mercado de trabalho.
O mercado de trabalho é seletivo, pois ao contrário do Estado, necessariamente precisa apresentar resultados.
Com isso o país está colocando obstáculos ao próprio desenvolvimento, pois nas próximas décadas faltará mão obra capacitada. Não há desenvolvimento sem mão de obra de boa qualidade.
A título de exemplo, vale lembrar que na décda de 70, Brasil e China tinham  o PIB e desenvolvimento semelhantes. A China  fez pesados investimentos na área do ensino e os resultados vieram em menos de 3 décdas. Hoje China é uma potência global, tecnologicamente mais avançada e seu PIB é praticamente 3 vezes maior que o do Brasil.
Num mundo globalizado onde a competitividade aniquila os fracos seremos o eterno país emergente com um povo ignorante, miserável e manobrado por uma classe política desonesta e interesses espúrios.
É lamentável que o país esteja sendo barbarizado e que os responsáveis sairão ilesos desse crime de lesa pátria.
(Fonte: FCA- O futuro começa agora)